A igualdade é negra!

O AEL é um dos maiores centros de documentação especializado em movimentos sociais da América Latina, desde 1974, e sediado numa universidade pública.Em sua tarefa de dar apoio às pesquisas do IFCH da Unicamp e a pesquisadoras/es nacionais e estrangeiras/os, o AEL capta e preserva registros históricos, muitas vezes renegados, devolvendo-os ao acesso público e gratuito.Um acervo fundamental para a preservação da história da classe trabalhadora, de anarquistas, comunistas, da luta contra a Ditadura de 1964 e pela redemocratização, com os movimentos pela Anistia. Também possui acervos importantíssimos sobre movimentos de mulheres, feministas, ativismo homossexual e das lutas por direitos no Brasil e no mundo. Mantém firme, desde sua criação, um compromisso ético com a memória coletiva, mesmo que sejam experiências dolorosas, como as expressas por entrevistas de presos políticos ou os documentos relativos à "Fazenda Nazista" em São Paulo. Para que nunca mais volte a acontecer, preservar a memória é preciso.Há alguns anos a percepção de que algumas vozes eram invisibilizadas pelas instituições arquivísticas brasileiras e também no próprio AEL, nos fez criar projetos e estabelecer parcerias de pesquisas para mudar este fato. Assim iniciamos o projeto "Fontes Negras no AEL" e seguimos com "As cores da cidadania: os clubes negros do interior paulista". Isso se mostrou como um desafio importante. E se aliou à implementação das políticas de ações afirmativas para pretos, pardos e indígenas na Unicamp, transformando-se também numa tarefa de afirmação para uma universidade verdadeiramente plural e inclusiva.Desta forma, damos sequência ao trabalho com o projeto "A igualdade é negra: memórias e preservação de histórias do ativismo político em São Paulo". E por ele queremos dizer, também agora:Bem vindos Reginaldo Bispo, Milton Barbosa. Bem vindas, Geledés! Em breve, outros acervos como os da Soweto , Januário Garcia (@januariogarciaoficial )e de movimentos hip hop se encontrarão por aqui.